Socorro, estou ficando velha!

Motivo pra comemorar é encontrar um cara bonito, com conteúdo, solteiro, barbudo, hétero e que pague a conta do jantar – de preferência pra você. Rolar o dropdown mais de três vezes em uma ficha de inscrição para encontrar o ano que você nasceu é motivo para contratar um plano de saúde que cubra os gastos com o psicólogo.

Eu chamo de sadismo aquela tradição de comer bolo no seu aniversário. É como se dissessem “você já está velha mesmo, ficar gorda é o menor dos seus problemas!”.

Bolos, rugas, surpresas às 5:00 a.m , RG do século passado, lembranças de desenhos que seus filhos – aqueles que estão nos planos, porque os óvulos tem data de validade – nunca vão ouvir falar e frases como “eita, daqui uns (poucos) anos as velinhas não vão mais caber na cobertura”… Fazer aniversário é assustador. É como contar a vida indo embora, é um lembrete do tempo de que ela é finita, curta e rápida. AS-SUS-TA-DOR!

Ironicamente, é a data em que me sinto mais especial – não especial do tipo “ajuda médica”, mesmo que às vezes eu faça parecer.

Por mais que seja difícil levantar da cama no dia 15 de Setembro e abrir a porta do quarto para escutar o nostálgico “parabéns pra você” cantado desafinadamente por minha pequena grande família, a tradição de comer um bolo – na verdade é uma torta – lindo e delicioso, é indispensável. Minha pressão sempre fica baixa porque eu não posso comer doce pela manhã, meus olhos ficam inchados porque eu não durmo direito três noites antes e minha voz fica baixinha porque eu prendo as lágrimas. Mas sem isso, cometeria suicídio. Sério.

Ok, ignore o momento emo logo acima e se atenha à conclusão de uma pessoa sábia (leia-se “velha”).

Durante uns 360 dias do ano, eu penso que vou viver pra sempre. Faço planos que precisariam de umas 4 vidas para sairem do papel. Só nos outros 5 ou 6 dias restantes é que eu lembro que o tempo pra viver é curto e uma reflexão a respeito do fim da vida entra em pauta. Mas, como disse Charles Chaplin, a única coisa tão inevitavel quanto a morte é a vida.

Então, Chaplin e companhia, um brinde e uma fatia de torta gelada à vida!

Foto: Reprodução

Enviado por: Rúbia Gondim, soprando 23 veLHInhas… (oi?)

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Somos muitas e, ainda assim, uma só.
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