Entrevistado do mês: Fabiano Rampazzo

Primeiro de Junho, o último mês do semestre. Já estamos pertinho das férias. Junho exige novidades! O primeiro dia do mês não podia passar em branco. Por isso preparamos para vocês um quadro novo, de entrevistas. Chama-se “de frente com Rúbia”.

Estreando o nosso cantinho, trouxemos um cara que nos deu várias dicas sobre XAVECO: o jornalista Fabiano Rampazzo, que já escreveu quatro livros sobre o tema, três deles em parceria com seu chapa Ismael de Araújo (“manual do xavequeiro”, “homem, livro aberto”, “xaveco, câmera, ação!” e “xaveco pontocom”).

E aí, quer conquistar aquele cara difícil? Então se liga nas dicas do expert!

Blog do Salto: Você ensina os homens a cantarem as meninas de forma descontraída e fugindo de clichês. A mesma fórmula funciona se forem as meninas que cantarem os carinhas?

Rampazzo: Sim, em tese. Mas o melhor xaveco das meninas não é esse. Homem gosta de ir à caça e não de ser caçado. Malandra é a menina que xaveca seduzindo o cara, fazendo parecer que a ideia foi dele o tempo todo – ainda que tenha sido ela a verdadeira arquiteta.

Blog do Salto: O que leva o homem a xavecar uma mulher?

Rampazzo: O desejo. O xaveco está entre a atração e a conquista.

Blog do Salto: Era digital: twitter, facebook, formspring, MSN… Dá pra se descolar usando essas ferramentas ou o xaveco à moda antiga é que é infalível?

Rampazzo: Não, claro que essas ferramentas só vieram para ajudar o xaveco. Bem-vindas! Xavecar hoje ficou mais fácil, mais rápido, toda a literatura sobre relacionamento anterior à Internet deve ser revista. As redes sociais promoveram uma revolução extremamente positiva para o xaveco. Meu último livro, inclusive, trata exatamente disso: Xaveco PontoCom.

Blog do Salto: Xaveco mal dado, pode ter sucesso na segunda tentativa ou uma vez falido, já era?

Rampazzo: Depende. Se for uma mulher desconhecida que você nunca mais vai ver (no trânsito, na rua de uma grande cidade, em uma festa, numa balada), você não terá opção de uma segunda chance, já era. Mas, se é uma conhecida, ou alguém de seu ciclo social, é possível, sim, virar o jogo. Difícil, mas não impossível. Nesses casos, em vez do xaveco acachapante, tente seduzir o outro, aos poucos, mostrando como você é legal e vale a pena.

Blog do Salto: Xavecou, ganhou e não gostou. Você já passou por isso? O que fazer numa situação dessas?

Rampazzo: Claro que já passei, do contrário estaria casado. O que fazer? Termina a relação com a pessoa, oras. Vai ficar sofrendo em uma relação que não tá legal e ficar tomando o tempo do outro por quê?

Blog do Salto: Como ser “malandra” (pegar o gatinho sem compromisso) sem ser tachada de “piriguete”?

Rampazzo: Por que o homem pode galinhar e a mulher não? Isso está mudando, mas esta preocupação em disfarçar o desejo feminino não ajuda em nada. Só atrapalha, só promove um retrocesso. Não acho que ser “malandra” seja pegar geral sem ninguém ficar sabendo. Essa menina tá sendo bocó (e machista). Se ela for sincera com o desejo dela, mesmo se for taxada de “piriguete” ela dormirá feliz.

Foto: Reprodução

Enviado por: Rúbia Gondim

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Somos muitas e, ainda assim, uma só.
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