Os sapos da minha vida

Toda garota que se preze tem um desastre amoroso para compartilhar com as amigas em dias de TPM, afinal, que graça teria a vida se não fossem as decepções nossas de cada dia, não é verdade? Faz parte do que se chama “amadurecer” passar por situações desagradáveis.

O que vocês não sabem, caras amigas leitoras, é que esta que vos fala é a mais azarada entre todas as mulheres. NENHUMA história de WC consegue superar as minhas. Meus desencantos há muito já desmistificaram a existência do tal “príncipe encantado”.

Você duvida? Ok, vou contar bem resumidamente, mas bem RESUMIDAMENTE MESMO, a história da minha frustrante vida amorosa.

 

Até meus vinte anos tudo eram flores: namoro de quase três anos, um noivado à vista, um cara lindo, romântico e jovem do meu lado. Mas temperamentos opostos faziam nossa paciência ir ao limite, e acabamos desistindo do que mais tarde eu chamaria de “amor”.

Na época eu fui trabalhar em uma empresa grande e conheci um cara LINDO. Mas gente, quando eu falo “lindo” é LINDÍSSIMO! O cara era todo malhadinho, cabelo liso, pele de algodão, boca macia (bom, nunca beijei, mas parecia), engraçado, inteligente, ambicioso, falava mal de gente que eu detestava. Um fofo, um cavalheiro. E gay. Sim, isso mesmo: G-A-Y! E o pior é que nem assumido era.

Depois veio o meu amigão, que minha amiga era apaixonada, e eu – confusa mais que mulher com roupa no primeiro encontro – fui me apaixonar por ele. Logo desisti, mas tinha contado o que eu tava sentindo pra ele, pra ela, pro meu diário… ferrei com tudo.

Comecei a beber que nem louca, frustrada com gays e amigos, e fiquei com um cara bem feio. Mas gente, FEIO MESMO! Como eu podia selecionar em meio a tantos caras, se eu não conseguia enxergar minhas mãos? Estava bêbada e frustrada. Peguei um cara feio e grudento que ficou no meu pé por um bom tempo. Péssimo. Ah, detalhe: tinha namorada¬¬’ P.s: eu não sabia.

Teve o que tinha estudado pra ser padre, mas resolveu dar uma chance pra uma menina. Os dois namoravam há três anos, quando ele se apaixonou por mim e eu por ele. O que eu faria? Seria a destruidora do coração da guerreira que salvou do celibato aquele gato? Jamais. Eu sou politicamente correta (às vezes).

Até então estava eu na cadeira do psicólogo – quase chamando ele pra sair – e pensando: “porra, gay, affair da minha amiga, feio e padre? Depois disso só o diabo.” Ah, quanta ilusão. Queridas, um fato da vida: tem sempre uma forma de piorar a situação. A-CRE-DI-TE!

Tentei dar uma chance pra um ex caso, mas no dia fiquei tão atordoada que bebi mais que todo mundo e dei PT (perda total). Gente, que vergonha. Nunca mais quis olhar na cara do cara. O pior é que quando você foge, eles correm atrás, neh? Isso que eu chamo de ironia.

Estava desesperada, querendo ficar com alguém quando minha amiga me apresentou o amigo mais problemático que ela tinha. Confesso: ele era bonito. Mas tinha um problema, que pra muitas não é de fato um problema, mas que me deixou recatada: ele era um tarado! Ok, ok. Garotas também gostam de sexo, mas quando isso se torna o objetivo do cara e ele não sabe te esperar é decepcionante. Broxei e não dei.

O que fazer quando se tenta ficar com as pessoas que você quer e isso é frustrante? Abrem-se exceções. Aí mora o perigo, amigas. Nessa de “ah, ele é legal, vou dar uma chance para o humor dele, para o intelecto e tal”, nunca me ferrei tanto. Fiquei com o tio da minha amiga, com um cara gordo que tinha bafo e falava pelos cotovelos, com um pirralho que não saia de casa sem a autorização dos pais e tinha que voltar antes das dez, com um cara beeeeem mais velho que no fim das contas “esqueceu” de me contar o detalhe de que era casado – ah, que injusta que sou, ele não era “casado”, só tinha uma “companheira”, o FDP –, e com um guri super fofo só que mais enrolado que rolo de papel higiênico molhado.

Só posso pensar que, como cantava Cássia Eller, “o príncipe virou um chato, que vive dando no meu saco.”

Desistir? Jamais. Como li certa vez: “homem é que nem cabelo: enrola, alisa, enche, murcha. Mas fala a verdade, você consegue viver sem?” hahahaha

Bjus, ladies, foi um prazer desabafar com vocês!

FOTO: Reprodução.

Enviado por: Rúbia Gondim

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Somos muitas e, ainda assim, uma só.
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